29 de julho de 2017

{Resenha} Nunca Jamais #1 - Colleen Hoover

Título: Nunca Jamais #1
Título original: Never Never #1
Autor (a): Colleen Hoover & Tarryn Fisher
Editora: Galera Record
Páginas: 192
Onde comprar: Saraiva | Amazon
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Sinopse: Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar. Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.



Olha só quem voltou pra fechar nossa dose dupla de resenhas no Especial Colleen Hoover.

De todos os livros que escolhi para este Especial, Never Never entrou na lista para ser o meu pequeno desafio. Eu já havia comprado o livro há quase um ano e desde então ele estava parado em minha estante. Confesso que o motivo pelo qual não iniciei o livro foi por.... puro pré-conceito. Desde que me tornei fã da Colleen via algumas pessoas comentando sobre esta história e nem sempre os comentários eram bons. Algumas pessoas diziam que a história possuía um toque sobrenatural que deixava a trama ruim, fui sendo levada por esses comentários e adiando cada vez mais este momento. Sempre digo que não gosto de avaliar um livro com base em comentários alheios e dar uma chance a Never Never acabou tornando-se uma grande surpresa, pois estou completamente apaixonada pela história. Gente, sério. Não acredito que demorei tanto tempo para pegar nesta preciosidade.

"Quero sentir isso de novo. Quero lembrar como é amar alguém desse jeito. E não qualquer pessoa. Quer saber como é amar Charlie."
Charlie e Silas são um casal. Eles namoram há quatro anos. O pai da Charlie está preso. O pai de Silas odeia Charlie. Mas eles não se lembram de absolutamente nada disto. Tudo o que diz respeito à vida deles sumiu exatamente no mesmo instante: durante uma aula de história no colégio. Todo o resto ainda está em sua mente - músicas, nome de presidentes, conhecimentos gerais sobre como as coisas são feitas ou do que são feitas, contos de fadas. Tudo isto ainda está em suas mentes. Eles só não entendem como conseguem saber de coisas tão simples, mas não se lembram de qualquer outro detalhe de sua vida pessoal. Até mesmo para descobrir que eles eram um casal foi com base em deduções e em comentários das pessoas que estavam ao seu redor.

"Percebi que esqueci todos os fatos sobre mim, mas sei o que é um jacinto." 
Logo quando iniciei minha leitura ainda estava tão submersa em minhas pré concepções que estava achando a leitura um pouco chata. Confesso que estava achando tudo muito explicado demais ou com frases curtas que eram interrompidas de forma abrupta e me deixavam com uma sensação de estar confusa. E foi aí que eu percebi que era exatamente essa a intenção das autoras. Charlie inicia o livro completamente sem memória, tudo para ela era algo novo, uma nova descoberta. Ela precisava descobrir quem era, onde estava, quem eram as pessoas ao seu redor e tudo isso o mais rápido possível. E isso não era só com ela, Silas estava com os mesmos "sintomas" e ficava com medo de contar para alguém e acreditarem que estava louco. Quando percebem o que está acontecendo entre eles, essa misteriosa perda de memória acaba virando um elo para que eles possam descobrir o que está acontecendo. E o principal, quem eles são e como é a vida deles de verdade.

"Girando o corpo, vou assimilando tudo. Todas essas coisas podem significar tudo. Ou pode ser que tudo isso não signifique nada."
Não sei vocês, mas sempre que um livro tem algum mistério ou os personagens tem algum segredo isso atiça minha curiosidade e eu só consigo parar de ler quando finalmente descubro o que está acontecendo. E como em Never Never nem os personagens sabem o que está acontecendo, todo esse mistério faz com que eu me sinta um pouco como eles. É engraçado e surpreendente ir descobrindo, pouco a pouco, com eles o que aconteceu. Sempre que algum novo segredo aparece e eles começam a se questionar por que estão juntos ou por que eram pessoas não tão agradáveis, fico tentando imaginar o que está por trás de determinadas atitudes. E, assim como eles, acabo gostando mais de suas versões desmemoriadas do que da versão original. 

"Parece que estou inventando desculpas para alguém que não sou eu. Parece que estou inventando desculpas para um amigo meu. Esse tal de Silas. Alguém que com certeza não sou eu."
Fico surpresa por um livro tão pequeno, me deixar com tanta coisa para falar. Mas como eu ainda não sei o que acontece nos dois próximos livros, cada pequeno detalhe que fui descobrindo com os personagens, só deixou minha leitura mais gostosa. É curioso ver os personagens descobrindo um pouco mais sobre sua própria personalidade, se gostam de determinada cor ou do que gostam de fazer em seu tempo livre. Charlie é do tipo irritadinha e Silas é do tipo que tenta fazer piada de tudo para tentar amenizar a situação. Enquanto eles tentam reconhecer suas próprias características também tentam entender se gostavam disso no outro. Eles sabem que se amaram, sabem que se beijaram, mas não se lembram como é sentir isso. Mesmo agindo como um casal para a outras pessoas, eles não se sentem como um e isso meio que motiva Silas a fazer com que Charlie se apaixone por ele novamente. Eu já estou completamente apaixonada por ele e se a Charlie não o quiser, eu quero! Já entrou na minha lista de crushs literários em livros da CoHo.

"Eu posso até não me lembrar de nada sobre Charlie, mas aposto que seu sorriso sempre foi o que mais gosto nela."
Outra coisa legal na história é tentar perceber quais elementos no enredo correspondem à qual autora. Como elas são bff's, é bem comum ver a interação delas nas redes sociais e perceber alguns detalhes da personalidade delas. Enquanto CoHo, a rainha do sofrimento, seja o lado angelical da dupla, Tarryn fica responsável pelo lado diabólico e, por isso, é bem fácil adivinhar quem foi a responsável pela perda de memória dos protagonistas. Mas não pensem que é só isso, existem outros detalhes ao longo do livro que deixam aquela pontinha de dúvida e até mesmo causa alguns arrepios devido ao mistério que envolve cada acontecimento.

"Ela sai do carro e começa a andar até em casa. Quero gritar para chamá-la, dizer para ela esperar. Quero saber se ela está se perguntando a mesma coisa que eu: O que significa Nunca Jamais?"
Eu sempre tento finalizar minhas resenhas com alguma lição que o livro me deu ou o que eu achei da história como um todo, mas como Never Never ainda tem mais duas partes ficarei devendo essa conclusão. Então só posso dizer que vocês precisam ler esse livro urgentemente. E para que não fiquem com medo de ler algo com base em comentários que veem por aí, as pessoas não pensam da mesma forma e você pode acabar se surpreendendo, assim como eu. Tô indo ali correndo garantir meu Never Never #2, que não comprei por medo de não gostar do #1, e volto amanhã com a última resenha do nosso Especial. Foi maravilhoso compartilhar essa minha paixão pela CoHo com vocês e assim que ler Never Never #2 ele estará por aqui.

2 comentários:

  1. Que post lindo, amei as fotos! Eu já li esse primeiro volume; gostei, mas não sinto vontade de continuar. :/

    Adorei a resenha! <3

    Abraços.
    Alex, do Um Bookaholic. <3

    umbookaholic.com | Canal | @umbookaholic: Twitter | Instagram

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  2. Olá!
    Li Never Never em inglês quando ainda não tinha sido lançado aqui no Brasil e eu tinha adorado. Quando foi lançado aqui, aconteceu isso mesmo que você falou. Li muitas críticas sobre o enredo, que o livro não precisaria ser dividido em 3 partes e etc.. mas enfim, foi a intenção das autoras e foi justamente isso que deixou o livro especial.
    Eu gostei muito da história, e já estou querendo a terceira parte. Ia ler em inglês, mas estou me segurando hahahaha
    Adorei sua resenha, essa semana está sensacional ❤️
    Beijos!

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