3 de outubro de 2016

{Resenha} Novembro, 9 - Colleen Hoover

Título: Novembro, 9
Título original: November 9
Autor (a): Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 352
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Sinopse: Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?


Acho que antes de começar a falar sobre "Novembro, 9" preciso falar sobre a Colleen Hoover. Eu conheci a CoHo através de "Ugly Love" (O Lado Feio do Amor, que eu também recomendo e provavelmente, em breve, teremos resenha dele aqui no UP) e depois de ler Ugly Love eu meio que fiquei enfeitiçada pela escrita da Colleen e comecei a ler todos os livros dela: um.após.o.outro. A escrita dela é muito cativante e quando você vê já está envolvida com a trama e sofrendo junto com os personagens. Eu costumo dizer que ela é a dona do meu sofrimento e, no fundo, isso é verdade. Não estou aqui para dizer que os livros dela são tristes ou que tem só sofrimento, embora em todos os livros tenha um sofrimentozinho, não vou negar. Mas o que a Colleen tenta fazer nos livros dela é mostrar que não existem pessoas perfeitas e que a vida não é um conto de fadas. Na verdade, o que ela tenta mostrar, é que mesmo nas situações que julgamos mais difíceis ainda é possível ter esperança. E é mais ou menos isso que encontramos em "Novembro, 9".


Em "Novembro, 9" nos deparamos com a história da Fallon e do Ben. Quando a Fallon tinha 16 um incêndio destruiu parte da casa do pai dela. Parte da casa na qual ela estava e consequentemente foi afetada, ficando com praticamente todo o lado esquerdo do seu corpo com cicatrizes que não a deixavam esquecer daquele fatídico dia, 9 de novembro. Após o "acidente" ela teve sua carreira de atriz interrompida e, agora, aos 18 anos ela resolve se mudar para Nova York em busca de um novo começo... até que ela conhece o Ben. Eles se encontram quando, por coincidência, ele escuta uma discussão da Fallon com seu pai, Donovan O'Neill, e acaba entrando na conversa dos dois, fingindo ser seu namorado, como uma forma de defender a Fallon, uma vez que seu pai estava sendo arrogante e insensível ao apontar todos os defeitos que a garota tinha (defeitos com relação a sua aparência) e que, para ele, era uma justificativa plausível para que ela não continuasse fazendo o que ela mais gostava: atuar.
"Quem quer que tenha dito que a verdade machuca estava sendo otimista. A verdade é uma filha da puta que provoca uma dor excruciante."
Acredito que um dos melhores "ensinamentos" do livro veio de uma personagem que quase não aparece na história, a mãe da Fallon. A garota diz que sua mãe leu muitos livros de autoajuda e com isso concluiu que as mulheres mudam demais entre os 16 e 23 anos e, por este motivo, era essencial que elas não passassem essa parte da vida apaixonadas por alguém. Então mesmo que a química entre ambos fosse algo inegável, Fallon não queria iniciar um relacionamento com Ben, ou com qualquer outra pessoa, naquele momento e decidiu que seria melhor seguir este conselho da mãe.
"Você jamais conseguirá se encontrar
enquanto estiver perdida em outra pessoa.

"Novembro, 9" é o livro da Colleen com o qual eu mais me identifico. É um livro que fala sobre autoestima. Sobre se apaixonar por você antes de se apaixonar por outra pessoa. É sobre aceitar os seus defeitos e saber que eles também fazem de você uma pessoa maravilhosa. Eu não tenho palavras para descrever o quanto eu amo a forma que a CoHo construiu a evolução da Fallon, fazendo ela passar de uma garota que tinha vergonha de sua aparência para uma mulher confiante e que aceitava seus defeitos como algo que a fizera mais forte. E tudo isso com um pouquinho (ou talvez mais que eu pouquinho) da ajuda do Ben.

"E, sim, você tem cicatrizes. Mas quem vê suas cicatrizes antes que de ver você, não a merece. Espero que você se lembre disso e acredite. Um corpo é simplesmente uma embalagem que guarda os verdadeiros dons que contém. E você é cheia de dons. Altruísmo, gentileza, compaixão. Todas as coisas que importam. A juventude e a beleza passam. A decência humana, não."
Uma coisa que eu posso dizer com todas as letras é que existem agora duas Eduarda's: uma antes de "Novembro, 9" e outra depois de "Novembro, 9". E se, mesmo depois dessa resenha, você ainda não conseguiu entender o que esse livro tem que me fez ficar tão apaixonada, só lendo você vai saber.  E, também, porque se deixar eu fico aqui contando todos os detalhes que fazem essa história tão apaixonante, e ninguém gosta de spoiler, né? Então corre para ler e depois conta para a gente o que você achou, pode ser aqui nos comentários ou nas nossas redes sociais. Espero que, assim como eu, você termine essa leitura sendo uma outra pessoa e se amando mais do que nunca.

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