Título original: The Age of Miracles
Autor (a): Karen Thompson Walker
Editora: Paralela
Páginas: 216
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Sinopse: Em um sábado aparentemente comum, na Califórnia, Julia e sua família acordam e descobrem, com o resto do mundo, que a velocidade de rotação da Terra está diminuindo. Os dias e as noites vão ficando mais longos, fazendo que a gravidade seja afetada e o meio ambiente entre em colapso. Pássaros desorientados caem mortos do céu, centenas de baleias encalham na praia, as marés saem de controle. Enquanto alguns entram em pânico, outros procuram viver como se nada estivesse acontecendo, agarrando-se a qualquer custo à sua rotina e ignorando a evidência de que o fim do mundo se aproxima. Ao mesmo tempo que luta para se adaptar à nova “normalidade”, Julia tem que lidar com os problemas típicos da adolescência e os desastres do cotidiano: a crise no casamento de seus pais, a perda de antigos amigos, as amarguras do primeiro amor e o estranho comportamento de seu avô, que acredita que tudo se trata de uma conspiração do governo e passa os dias catalogando suas posses obsessivamente.
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| Foto: Reprodução / Tumblr |
Bem, primeiramente o livro tinha me dado impressão, pela sinopse, que iria focar na Julia e apenas nela, o que não acontece sendo o mundo e os acontecimentos devido à desaceleração um ponto importantíssimo e em alguns momentos ofusca a personagem. Não achei isso um ponto negativo, na verdade deixou a história mais interessante.
Agora indo pra trama, eu queria entender como o governo aconselha as pessoas continuarem com uma rotina normal como se nada tivesse acontecendo e, principalmente, como as pessoas conseguem
Um dos outros problemas é o meio ambiente, que se desestabiliza totalmente, causando a morte de vários ecossistemas além da quebra do relógio biológico dos animais, nos mostrando um ambiente praticamente apocalíptico.
Uma coisa que é discutida no livro é a capacidade que o homem tem de criar coisas tecnológicas que ajudam tanto na vida mas que nesse momento, a humanidade é acuada numa situação que não tem como controlar.
No meio de tudo isso a personagem principal, Julia, tenta seguir com a sua vida já que a família decide seguir o conselho do governo. Mas eu realmente não tinha interesse na vida dela, e eu senti que nem a autora tinha. Fiquei com a impressão que ela teve a ideia da desaceleração mas precisava de alguém pra narrar a história e simplesmente jogou a Julia ali, uma personagem meio clichê e esquecível.
Mas a melhor coisa de longe nesse livro é a sensação de angústia e encurralamento que ele provoca, a cada dia que passa o dia vai ficando mais longo gradativamente, começando com poucos minutos até mais de 48h. Terminei o livro com uma tensão presa na garganta que é realmente difícil de explicar.
A escrita é muito boa nesses momentos de construir a apreensão, mas como eu disse, pecou na construção da personagem. A narrativa é em primeira pessoa, mas simplesmente não encaixa que uma garota de 11 anos tenha esse vocabulário tão maduro e pensamentos tão... filosóficos.
Digo logo que o final não irá agradar a todos, mas com um desenvolvimento tão intrigante, a conclusão pode ser, no mínimo, irrelevante. P.S.: A CAPA DO LIVRO BRILHA NO ESCURO.
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| Foto: We Heart It |
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